sábado, 3 de março de 2012

SERMÃO DA MONTANHA

SERMÃO DA MONTANHA

Como houvesse uma multidão que o queria ouvir, Jesus subiu a uma colina nas cercanias de Cafarnaum e pôs-se a ensinar aqueles que o seguiam, dizendo :

Bem-aventurados os humildes e despojados, porque deles é a riqueza de Deus.Bem aventurados os que recusam a violência, porque eles herdarão o mundo.

Bem-aventurados os que não desesperam na aflição, porque eles serão consolados.Bem-aventurados os que lutam pela justiça como se luta pela comida e pela água, porque sua fome e sede serão saciadas..

Bem-aventurados os que se esforçam para perdoar sempre, porque nenhuma culpa lhes ficará sobre os ombros.

Bem-aventurados os que não corrompem seu coração, porque verão a pureza de Deus.

Bem-aventurados os que buscam e promovem a paz, porque serão como filhos de Deus.

Bem-aventurados os que são perseguidos por fazer o bem, porque serão glorificados diante de Deus.

Bem-aventurados sede quando sofrerdes injúrias, mentiras,difamações e ataques por praticardes o que vos ensinei.alegrai-vos, não desanimeis, porque sereis reconhecidos na eternidade. Da mesma forma os profetas que viveram antes de vós, foram desacreditados e perseguidos.

Vós sois o sal da terra. Mas se o sal perder seu próprio sabor e se tornar insosso que se fará com ele ? Para nada servirá e as pessoas o atirarão fora, por inútil.Vós sois a luz que clareia o mundo. Não se pode ocultar uma cidade iluminada no alto da montanha. Também não se acende uma lâmpada para escondê-la debaixo da mesa ou dentro do armário.
Ao contrário, nós a colocamos em lugar onde possa oferecer luz a todos na casa. Assim, portanto, que vossas obras sejam como lâmpadas que a todos iluminem. E, ao ver tais obras, as pessoas sejam levadas a reconhecer a presença de Deus.Não vim mudar os mandamentos nem anular o que disseram os profetas. Não vim revogar, mas viver a lei de Deus. Nenhum ponto e nenhuma vírgula dos mandamentos serão omitidos até que minha missão se cumpra. Digo que aquele que desprezar mesmo o menor desses mandamentos e instigar os outros fazê-lo será pequeno diante de Deus. Aquele que praticar e ensinar esses mandamentos será grande diante de Deus. Eu asseguro que se a vossa justiça limitar-se apenas a cumprir a legislação e as normas, os artigos e parágrafos e a salvar as aparências, Deus não vos será revelado.

Ouvistes sempre dizer: Não matarás; quem matar deverá responder por seus crimes nos tribunais. Todavia, eu digo que também o ódio e o desprezo -ainda que manifestados em palavras- serão julgados. Portanto, antes de cumprir promessas, fazer devoções, acender velas ou ter um gesto de filantropia, pergunta-te se teu próximo não foi prejudicado por ti. Antes de entregar tua oferta, vai pedir-lhe desculpas. Depois oferece tua dádiva e tua piedade.Reconcilia-te com teu desafeto enquanto estás junto dele e ele perto de ti, para não acontecer que a reparação que lhe deves tu a tenhas de dar no julgamento, quando então ficarás livre somente depois de pagar toda a tua culpa.

Ouvistes o que foi ensinado : Não praticarás adultério. Digo, porém: quem olha para uma mulher com o propósito de trair já cometeu adultério em seu coração. Portanto, se teu olho direito te escandaliza, poupa teu olhar. Pois é melhor renunciar à vista do que entregar o corpo inteiro às trevas. E se tua mão direita te escandaliza, não a utilizes, pois é preferível privar-te da mão do que entregar o corpo inteiro à escravidão. Foi dito: aquele que rejeitar sua mulher, dê-lhe documento de divórcio. Eu, porém , vos digo : todo aquele que abandona sua mulher, a não ser por motivo de prostituição, a expõe ao adultério; e aquele que se une à mulher adúltera também é adúltero.

Ouvistes o que foi dito aos antigos : Não jurarás falso, cumprirás teus juramentos para com o Senhor. Eu, porém, digo: não jureis nunca sem motivo justo, nem pelos céus em nome de Deus, nem pela terra em nome dos homens,nem por nada de sagrado. Nem mesmo jureis por vossa cabeça, pois não tendes sequer o poder de controlar os fios brancos ou pretos de vossos cabelos. Se é sim dizei sim. Se é não, dizei não.

Ouvistes o que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo: não revideis ao mau com a maldade. Se vos agridem e humilham. não guardeis no rosto a marca da ofensa. Àquele que disputar convosco o pouco que tendes, mostrai-vos desprendidos e acima de mesquinharias. Se alguém vos obriga a um sacrifício, sede generosos e pacientes. Se alguém vos pede, oferecei o que tendes; e se estiver em vosso alcance, não volteis as costas a quem necessita pedir-vos emprestado.

Ouvistes o que foi dito : Amarás teu próximo e odiarás teu inimigo. Eu, porém, vos digo: amai vossos inimigos. Lembrai-vos de pedir a Deus o bem também aos que vos perseguem; porque é assim que vos tornais filhos de Deus, que é Pai, e que faz nascer o sol igualmente sobre bons e maus e cair a chuva sobre justos e injustos. Se amais aos que vos amam, que recompensa tendes ? Os interesseiros e oportunistas também fazem isso. Se quereis bem e desejais a felicidade apenas a vossos amigos fraternos, não há nisso nenhum mérito. Não é isso que se faz no relacionamento social comum ? Entretanto, deveis buscar o aperfeiçoamento constante como vosso Pai é perfeito.
Tomai cuidado para que as boas obras e a justiça que praticais não sejam apenas pretexto para aparecer perante os olhos das pessoas. Se isso acontecer, não haverá nelas nenhum mérito perante os olhos de Deus. Por isso, quando derdes ajuda ou auxílio a alguém, não espalheis o fato , nem conteis vantagens, nem façais propaganda de vosso gesto, como agem aqueles que buscam elogios e criam uma boa imagem em torno de si. Na verdade, os que querem apenas distinguir-se já estão pagos e recompensados com a fama que conquistaram. Vós, porém, quando socorrerdes uma pessoa, fazei-o sem alarde, com discrição e desinteresse, de sorte que vossa mão esquerda não saiba o que faz vossa mão direita. O Pai, que vê o que está oculto no coração vos dará o valor devido.

Ao orar, não queirais parecer devotos, nem façais exibição de piedade, para que as pessoas que vos vejam digam que sois gente boa e de bem. Em verdade, digo que quem age assim já é recompensado por sua vaidade e vanglória. Mas tu, quando rezares, recolhe-te dentro de ti mesmo, como se estivesses num quarto fechado, e pede que apenas o Pai te veja, pois Ele enxerga o fundo do coração e te atenderá.

Em vossas preces não repitais as palavras maquinalmente, sem senti-las, como fazem aqueles que imaginam ser tanto mais ouvidos quanto mais longo for o palavreado. Não sejais como eles, porque vosso Pai sabe do que tendes necessidade antes mesmo de pedirdes as coisas.Orai desta maneira :
Pai nosso, que estais no céu,
santificado seja o Vosso nome,
venha a nós o Vosso reino,
seja feita a Vossa vontade
assim na terra como no céu.
O pão nosso de cada dia nos dai hoje.
Perdoai as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem
nos tenha ofendido.
E não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

Se perdoardes às pessoas as falhas que elas têm, vosso Pai também vos perdoará; mas se não oferecerdes vosso perdão, não estareis em condição de receber o perdão de Deus.

No jejuar, não assumais um ar de sacrifício, como fazem os hipócritas que desfiguram o rosto para que seu jejum seja notado pelas pessoas. Eu vos digo que eles recebem sua recompensa ao serem observados. Tu, porém, quando jejuares, penteia os cabelos e lava o rosto, para que as pessoas não saibam que fazes jejum, mas apenas o teu Pai , que está presente em segredo. E o Pai que vê o que está oculto, te retribuirá.

Não façais de vossa vida um acúmulo de riqueza e bem-estar, que são passageiros e podem ser dilapidados e destruídos. Acumulai tesouros de boas obras, que nem a traça e a ferrugem corroem, nem os assaltantes carregam. Onde colocardes o valor de vosso tesouro, aí estará vosso amor.

A luz do corpo é o olho. Se teu olho não tiver malícia, todo teu corpo refletirá pureza, mas se teu olhar se corromper, todo teu corpo se obscurecerá. Pois se a luz que há em ti são trevas,quão grandes não serão as próprias trevas.Ninguém pode ter como patrão o bem e o mal e servi-los igualmente ao mesmo tempo. Ou estima um e desserve o outro, ou se apega ao primeiro e desatende ao segundo. Não podeis servir a Deus e ao egoísmo do dinheiro.

Por isso vos digo: não vos inquieteis com a vossa vida, com o que haveis de comer, com o vosso corpo, com o que tereis para vestir. Não é a vida mais importante que o alimento; e o corpo, mais que a roupa ? Observai as aves do céu: não semeiam, não colhem, não guardam em celeiros. No entanto, vosso Pai as alimenta. Não valeis mais que os pardais e bem-te-vis ? Quem dentre vós, por mais que se preocupe e aflija, pode prolongar por pouco que seja o tempo de sua vida ? E por que preocupar-vos com as roupas que tereis para vestir ? Aprendei com os lírios do campo. Vede como crescem; e no entanto não trabalham nem tecem. Todavia, nem Salomão, em todo o seu esplendor vestiu-se como um deles. Ora se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã será cortada e queimada, não fará ele muito mais por vós, homens fracos na fé ?

Portanto, não vivais preocupados dizendo: que iremos comer? Ou, que iremos beber? Ou, que iremos vestir ? Quem não crê é que vive preocupado excessivamente com isso.

Deus, que é Pai, sabe de vossas necessidades. Buscai, em primeiro lugar, praticar no mundo os mandamentos do Pai e sua justiça. E tudo o mais vos será dado. Não vos preocupeis , pois, com o dia de amanhã. O amanhã terá outras preocupações. Bastam para cada dia as dificuldades desse dia.

Não julgueis para não serdes julgados. Os juízos que aplicardes aos outros serão aplicados a vós. Com as medidas com que medis, sereis medidos. Por que reparas no cisco no olho de teu irmão e não percebes a farpa que está encravada no teu ? Como poderás dizer a teu irmão : - Deixa-me tirar esse cisco do teu olho- quando mal podes enxergar com a farpa na tua vista Falso, limpa primeiro teus olhos para que posas enxergar bem e tirar o cisco do olho do teu irmão.

Assim como as carnes que eram consagradas no templo não deviam ser atiradas aos cães; assim como não se oferecem pérolas aos porcos no chiqueiro, para que não sejam confundidas com lavagem; o que envolve a fé deve ser tratado com respeito. Pedi e vos será dado; buscai e achareis; batei à porta e vos será aberta. Pois todo o que pede, recebe; o que busca, acha; e o que bate à porta, entrará.

Se vosso filho vos pedir uma fatia de pão, quem de vós lhe dará uma pedra? Se o filho pedir um pedaço de peixe, qual o pai que lhe dará uma serpente venenosa ? Ora, se vós, que sois imperfeitos, atendeis aos pedidos de vossos filhos, muito mais so fará vosso Pai que sabe do que necessitais.

Tudo o que quereis que as pessoas vos façam, fazei-o vós a elas. Essa é a Lei e o ensinamento dos profetas.

Há dois caminhos. Um é amplo e fácil, sua porta é larga e conduz às trevas e à escravidão. Muitos são os que caminham por ele. Outro é apertado e dificultoso, sua porta é estreita, e conduz à Vida. São poucos os que o encontram. Preferi a porta estreita. Tomai cuidado com os falso profetas, que iludem pela aparência. Vós os conhecereis por suas obras. Não se colhem uvas dos espinheiros, nem os cardos dão figos.

A árvore boa dá frutos bons. A árvore má dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, da mesma forma que a árvore má não pode dar bons frutos. Se uma árvore frutífera não dá bons frutos, ela é inútil. Assim, é pela qualidade de seus frutos que conhecereis os profetas verdadeiros.

Nem todo aquele que vive invocando o nome de Deus verá sua face, e sim aquele que realiza a vontade do Pai que está no céu. muitos me dirão no dia final : Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos, discursamos, expulsamos demônios e fizemos coisas miraculosas? Então eu lhes direi : nunca vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticastes a injustiça.
Quando Jesus acabou de falar estas coisas, a multidão estava extasiada, porque Jesus ensinava com a autoridade de que vivia o que pregava..Ao descer da montanha, muitas pessoas o seguiram.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

lobos ou ovelhas?


Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas.
Pastores vivem à luz da cruz; lobos vivem debaixo dos holofotes.
Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos.
Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos; lobo tem admiradores.
Pastores vivem de salários; lobos enriquecem.
Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem das suas ovelhas.
Pastores apontam para CRISTO; lobos apontam para si mesmo e para igrejas deles.
Pastores são humanos, são reais; lobos são personagens religiosos caricatos.
Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas; lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.
Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais.
Pastores quando contrariados silenciam, aquietam; lobos rosnam e tornam-se agressivos.
Pastores se deixam conhecer; lobos se distanciam e ninguém chega perto.
Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam das ovelhas.
Pastores lidam com a complexidade da vida sem respostas prontas, lobos lidam com técnicas pragmáticas com jargão religioso.
Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada.
Pastores se comprometem com o projeto do REINO; lobos têm projetos e reservas pessoais.
Pastores são transparentes; lobos têm agendas secretas.
Pastores dirigem igrejas-comunidades; lobos dirigem igrejas-empresas lucrativas.
Pastores pastoreiam as ovelhas, lobos seduzem as ovelhas.
Pastores buscam a discrição, lobos se auto-promovem.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos se interessam pelo crescimento das ofertas.
Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a CRISTO; lobos geram ovelhas dependentes e seguidoras deles.
Pastores criam vínculo de amizade; lobos aprisionam em vínculo de dependência.
E então, quem está cuidando de sua igreja, é o PASTOR ou o LOBO?

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Estudo ( não seja o lobo.)

a principal virtude da ovelha é a obediência, as principais características do lobo são a rebeldia e a desobediência.

O lobo nunca está de acordo com a direção do Espírito Santo. Ele sempre questiona os propósitos feitos na igreja, reclama da bronca ou repreensão que recebeu, murmura da sua vida… ele é rebelde, pois a sua mente já está contaminada com esse vírus.

O lobo vestido de ovelha aparenta ser servo e obediente à Deus, mas quando analisamos a sua vida com precisão, constatamos justamente o contrário. Esse tipo de pessoa não se contenta somente em pensar, mas a quem puder espalhar o seu vírus mortal, ela espalhará: para o marido, esposa, vizinho, irmão de igreja, e até mesmo para um incrédulo.

Essa pessoa reclama de TUDO, murmura sua vida e faz a divulgação de todos os seus problemas, fracassos e discordâncias pessoais: E isso só acarreta amarração para sua vida. Isso porque a murmuração atrasa as bênçãos da pessoa. Aliás, devido à isso o povo de Israel demorou 400 anos para encontrar a terra prometida num período que era para ser de 40 anos, ou seja, tiveram que esperar 10 vezes mais do que teriam que esperar para alcançar a sua bênção.

Assim é a vida de muitas pessoas dentro da igreja: elas até são fiéis nos dízimos, ofertas e na conduta de vida, mas devido à essa praga que é a murmuração, vivem com a vida estacionada e parada no tempo. Dessa forma, a bênção que era para receber após um ano de luta acaba levando 10 para chegar; a causa na justiça que era para sair em 6 meses, leva 5 anos… Devido à murmuração, o tempo de espera pela terra prometida foi multiplicado por 10 (40 x 10 = 400). E dessa forma acontece na vida das pessoas nos dias atuais.

A árvore que não dá fruto é cortada e lançada no fogo. Quando um membro sai da igreja, ou um obreiro ou pastor sai da obra, não é por acaso. Grande parte se deixaram contaminar pelo espírito do lobo. Eram como os principados e potestades nas regiões celestiais; o joio no meio do trigo; aquele que Deus vomitou, etc.

“Toda árvore que não dá bom fruto é cortada e lançada no fogo. Assim, pois, por seus frutos os conhecereis.” Mt 7:9



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Estudo Bíblico sobre: "Quem é quem dentro da igreja de Cristo"


Referência: 3 João 1-15

INTRODUÇÃO

1. Na segunda carta João alerta sobre o perigo dos falsos mestres, aqui ele adverte sobre o perigo dos falsos líderes. Na segunda carta, os falsos mestres apelavam para o amor, mas negavam a verdade. Na terceira carta, o falso líder apela para a verdade, mas nega o amor. A segunda carta coloca o aspecto negativo da hospitalidade; a terceira carta o lado positivo da hospitalidade. Assim, as duas cartas devem ser lidas juntas para termos uma idéia equilibrada dessa prática.
2. Uma das palavras chaves desta terceira carta de João é a palavra TESTEMUNHO (v. 3,6,12). Ela significa não somente o que dizemos, mas também o que fazemos. Cada cristão é uma testemunha, seja boa ou má.
3. Esta carta fala sobre três homens: Gaio, Diótrefes e Demétrio (v. 1, 9, 12). Na igreja visível há salvos e perdidos. Há crentes genuínos e crentes falsos. Há os que amam a Deus e buscam a sua glória e aqueles que amam a si mesmos e estão interessados apenas na sua própria glória. Há gente que trabalha com Deus e para Deus na igreja e gente que trabalha contra Deus. Há trigo e joio. Há ovelhas e lobos. Onde há pessoas, há problemas e também possibilidade de resolver os problemas. Cada um de nós deve perguntar para si com honestidade: eu sou parte do problema ou a uma parte da solução do problema?
4. Vejamos o perfil desses três homens na igreja:

I. GAIO, UM ENCORAJADOR – V. 1-8

1. Um homem amado – v. 1-2
· O apóstolo João o chama de “amado” três vezes (v.1,2,5). Essa não era apenas uma maneira formal de se dirigir às pessoas. Ele era um homem especial. Era daquele tipo de gente que atraía as pessoas pela sua bondade, pelo seu amor, pelo seu testemunho, pela sua vida.

2. Um homem de vida espiritual saudável – v. 2
· Gaio não tinha riqueza nem saúde na mesma proporção que tinha uma vida espiritual abundante. É possível ser pobre e ser rico espiritualmente. É possível estar doente e ser rico espiritualmente.
· Devemos orar pela prosperidade financeira e pela saúde dos crentes. Saúde física é resultado de boa alimentação, exercício, limpeza, descanso apropriado e vida disciplinada. Saúde espiritual é o resultado de fatores similares. Devemos alimentar-nos com a Palavra (Jo 17:17), exercitar a piedade (1 Tm 4:6-7), guardar-nos limpos (2 Co 7:1) e evitar a contaminação do mundo (Tg 1:27). Ao mesmo tempo devemos descansar no Senhor (Mt 11:28-30).

3. Um homem de bom testemunho – v. 3-4
· Gaio era reconhecido como um homem que obedecia a Palavra de Deus e andava na verdade. As pessoas que iam visitar João davam um bom testemunho do exemplo de Gaio. Será que as pessoas que nos conhecem podem dar um bom testemunho a nosso respeito?
· Às vezes ficamos desconfortados quando alguém pergunta: “Fulado de tal é da sua igreja? Ou: Eu conheço um dos seus membros muito bem.”
· O que levou Gaio a dar um bom testemunho? A Verdade de Deus! A verdade estava nele e o havia capacitado a andar em obediência à vontade de Deus. Gaio leu a Palavra, meditou na Palavra, deleitou-se na Palavra e praticou a Palavra em sua vida diária. O que é a digestão para o corpo, a meditação é para a alma. Não é apenas suficiente ouvir e ler a Palavra. Precisamos digeri-la e fazê-la parte da nossa vida interior.
· Gaio andava na verdade e isso trouxe grande alegria a João (v. 4). Não havia dicotomia entre a profissão de fé e a prática. Havia correspondência entre o credo e a conduta, verdade e vida.

4. Um homem que exerce um ministério prático abençoador – v. 5-8
· Gaio era um ajudador da verdade – Ou seja, ele ajudava as pessoas a fazerem a obra de Deus. Você faz a obra com os pés, indo; com as suas mãos contribuindo; com os seus lábios falando e orando. Gaio abriu seu coração, seu bolso e seu lar para acolher os pregadores da Palavra de Deus.
· A segunda carta alerta para o perigo de exercer a hospitalidade com os falsos mestres (v. 7-11). A terceira carta alerta para a necessidade de hospedar e receber os pregadores fiéis da Palavra de Deus (v. 5-8). Gaio era um encorador não apenas para os domésticos da sua comunidade, mas também com os estrangeiros (Hb 13:2).
· Gaio não abriu apenas seu lar, mas ele também abriu seu coração e seu bolso para dar ajuda financeira aos seus hóspedes que pregavam a Palavra de Deus. Ele dava suporte financeiro para que outras pessoas fizessem a obra de Deus (1 Co 16:6; Tt 3:13). Nossa fé deve ser expressa por obras (Tg 2:14-16) e nosso amor por ajuda e não por palavras apenas (1 Jo 3:16-18).
· Qual é a motivação para essa prática de amor de Gaio? 1) Dar suporte aos servos de Deus honra a Deus (v. 6) – Nós nos assemelhamos a Deus quando nos sacrificamos a nós mesmos para servir aos outros. Devemos viver do modo digno de Deus para o seu inteiro agrado. Servir aos servos de Cristo é servir a Cristo (Mt 10:40; 25:34-40). 2) Dar suporte aos servos de Deus é um testemunho aos perdidos (v. 7) – Jesus ensinou claramente que os servos de Deus merecem suporte financeiro (Lc 10:7), mas esse suporte não dever vir dos incrédulos, mas do povo de Deus . Essa foi a atitude do pai da fé, Abraão (Gn 14:21-24). O argumento de João é que os missionários não deveriam receber dinheiro dos pagãos. 3) Dar suporte ou servir aos servos de Deus é obediência a Deus (v. 8a) – O ministério da hospitalidade e do suporte à obra de Deus não é somente um privilégio e uma oportunidade, mas uma obrigação. Paulo deixa esse ensino claro nas Escrituras (Gl 6:6-10; 1 Co 9:7-11; 2 Co 11:8-9; 12:13). Os missionários saíam para pregar em nome de Cristo e não tinham como se sustentar, daí a igreja precisava acolhê-los. 4) Dar suporte aos servos de Deus é tornar-se cooperador da verdade (v. 8b) – Gaio não somente recebeu a verdade e andou na verdade, mas ele também tornou-se cooperador para que a verdade chegasse a horizontes mais longínquos. Precisamos nos tornar aliados da verdade. Gaio tinha o coração e o bolso convertidos. Sua vida, seu lar, e seu dinheiro estavam a serviço do Reino de Deus. Nós precisamos de crentes como Gaio na igreja: gente que tem uma vida espiritual saudável, obediente à Palavra e que partilha o que eles têm para a proclamação da Palavra.

II. DIÓTREFES, UM DITADOR – V. 9-10

1. Diótrefes era amante dos holofotes – v. 10
· No caráter e na conduta, Diótrefes era inteiramente diferente de Gaio. Ele se ama mais do que aos outros. Jesus não ocupava a primazia na vida de Diótrefes. Por isso, ele não acolhida o apóstolo João. A rejeição possivelmente não era doutrinária, mas pessoal.
· Os motivos que governavam a conduta de Diótrefes não eram nem teológicos nem sociais nem eclesiásticos, mas morais. Ele estava ávido de posição e poder. Ele não tinha dado ouvidos às advertências de Jesus contra a ambição e desejo de domínio (Mc 10:42-45; 1 Pe 5:3).
· Diótrefes queria ser o centro das atenções. Ele olhava para João como um rival e não como um apóstolo de Cristo. Satanás estava trabalhando na igreja através de Diófrefes, porque ele estava operando sobre a base do orgulho e da auto-glorificação, as duas principais armas do diabo.
· O orgulho, a soberba é um pecado intolerável para Deus. Na igreja de Cristo todos estamos nivelados no mesmo patamar: somos servos. Não espaço para donos, para chefes, para buscar aplausos de homens. Diótrefes era um líder ditador. Ele impunha sua liderança pela força e pela intimidação. Sua vontade era lei. Ninguém podia ocupar o seu espaço. Cada pessoa que chegava na igreja era uma ameaça à sua liderança. Por isso, ele não dava acolhida a João.

2. Diótrefes era uma pessoa que gostava de projetar-se falando mal dos outros – v. 10a
· As palavras más e as obras más emanam do maligno. Diótrefes mentiu sobre o apóstolo João. Ele trazia falsas e vazias acusações contra João. Seu prazer era atentar contra a honra daqueles que eram ameaça ao seu orgulho e à sua posição de liderança. Ele cometia o pecado mais abominável para Deus: espalhar intriga entre os irmãos (Pv 6:16-19). A palavra proferindo significa falar absurdo. Não eram apenas ímpias, mas disparatadas. Ele lançava acusações maldosas e sem base.
· Diótrefes era como o rei Saul: em vez de se humilhar e mudar da vida, ele quer destruir aquele que Deus levantou para fazer a obra.
· Diótrefes fala mal de João pelas costas, quando João não estava presente para defender-se (v. 10 a).
· Nós precisamos ter cuidado para não dar guarida a tudo que ouvimos e lemos sobre boados espalhados contra os servos de Deus. Eles podem estar sendo espalhados por membros de igreja como Diótrefes.

3. Diótrefes era uma pessoa que influenciava negativamente os outros – v. 10b
· Ele não apenas não acolhia João, mas também não acolhia as pessoas ligadas a João e além disso, ele impedia que os outros membros da igreja acolhessem os enviados pelo apóstolo João. Sua influência é para o mal. Ele exerce a sua autoridade de forma doentia, usando a arma da intimidação. Exemplo: Saul matou 85 sacerdotes em Nobe e mandou matar os homens, as mulheres e as crianças simplesmente porque eles receberam Davi na cidade.
· Diótrefes era um líder controlador, manipulador, ditador. Ele quer controlar a vida das pessoas e impor a elas sua vontade autoritária.
· A mesma Bíblia que nos exorta a não ter comunhão com descrentes (2 Co 6:14-16), com hereges (Rm 16:16-19), nos ensina a acolher uns aos outros (3 Jo 8).

4. Diótrefes exercia a sua autoridade para punir aqueles que discordavam com ele – v. 10c
· “… e os expulsa da igreja”. Diótrefes não tinha nem autoridade nem base bíblica para expulsar as pessoas da igreja. A disciplina que ele praticava era abusiva. As pessoas eram disciplinadas não porque haviam desobecido a Palavra de Deus, mas porque haviam desobedecido uma ordem autoritária dele.
· A disciplina bíblica não é uma arma nas mãos de um ditador para proteger-se a si mesmo. A disciplina é uma ferramenta para uma congregação usar para promover a pureza e glorificar a Deus. A igreja não é uma delegacia. Ela não trata as pessoas com chibata. A disciplina deve ser exercida com amor.
· Os ditadores na igreja são perigosos. Eles julgam e condenam todos aqueles que discordam deles. Eles lutam não pela glória de Deus, mas pela projeção dos seus próprios nomes.
· Concluíndo, Diótrefes difamou a João, tratou com pouco caso os missionários e excomungou os crentes leais porque seu amor era a si próprio e ele queria ter a preeminência.

III. DEMÉTRIO, UM EXEMPLO – V. 11-15

1. Demétrio, um homem digno de ser imitado – v. 11
· Praticar o bem é dar prova de nascimento divino; praticar o mal é provar que a gente nunca viu a Deus. João questiona assim, a autenticidade da vida de Diótrefes.
· Quando um líder anda com Deus e vive de forma irrepreensível ele é digno de ser imitado (Fp 3:17; 1 Co 11:1). Ele tornou-se modelo, padrão, referencial. As pessoas estão olhando para nós. Eles estão nos copiando. Que tipo de crente estamos sendo? Estamos influenciando para o bem ou para o mal?

2. Demétrio, um homem que tem bom testemunho dentro e fora da igreja – v. 12
· Todos os membros da igreja conheciam Demétrio, amavam Demétrio e agradeciam a Deus pela sua consistente vida e ministério. Sua vida era exemplo para os membros da igreja. Os de fora da igreja também lhe davam bom testemunho. Sua vida era coerente. Sua família familiar, financeira, profissional era coerente com o seu testemunho.

3. Demétrio, um homem que tem bom testemunho da própria verdade – v. 12
· Como Gaio ele andou na verdade e obedeceu a verdade. A genuinidade cristã de Demétrio não precisava da prova dos homens; provava-se por si mesma. A verdade que ele professa estava encarnada nele. Isso não significa que era perfeito, mas significa que foram consistentes, buscando em tudo glorificar a Deus.

5. Demétrio, um homem que recebe bom testemunho também do apóstolo João – v. 12
· João encontra na igreja Gaio e Demétrio que estão prontos a acolhê-lo a despeito da oposição de Diótrefes. Era um homem que estava disposto a correr riscos para defender a verdade. Ele tinha coragem de assumir posições definidas na igreja.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O NÚMERO DA BESTA: 666 - ISET

O Significado da Primeira Besta (Ap. 13:1-10)

A mentalidade judia afirmava que o número 7 significava a perfeição e o contato com Deus, e o que estava abaixo era imperfeito, de modo que o número 6 era sinal de imperfeição, erro.

O número 6 repetido quer dizer "perfeição da maldade" e o autor do Apocalipse identifica a besta com o 666, fala desta como de vários personagens ou de alguém que perseguia os cristãos dessa época.

É bom lembrar que o Apocalipse foi escrito no final do séc. I (95 d.C), em grego, e tinha como destinatário as comunidades cristãs da Ásia Menor (Ap 1,4; 2,1-3,22) que falavam o grego.

Nessa época, esta região estava sob o domínio do Império Romano e o Cristianismo era duramente perseguido pelo terrível imperador Domiciano (81-96 d.C). Este imperador se considerava um deus e exigia que todos os seus súditos o adorassem, o que os cristãos jamais aceitaram.

João, assim, escreve o Apocalipse. Querendo dizer quem era a Besta, sem poder falar claramente para não ser acusado de crime de "lesa majestade" (estava desterrado na ilha de Patmos). Dessa maneira o apóstolo usou a gematria, que consistia em atribuir um número formado pela soma das letras de certo alfabeto para expressar uma verdade conhecida pelos leitores.

Os povos antigos não usavam o sistema arábico (o nosso) para expressar os números, mas sim, as próprias letras do alfabeto.

Os romanos usavam apenas 7 letras( I, V, X, L...) Também os judeus e os gregos atribuíam números às letras de seus respectivos alfabetos, mas de forma muito mais ampla que os romanos, já que toda letra (grega ou hebraica) possuía um certo valor

As comunidades da Ásia Menor falavam o grego, mas conheciam os caracteres hebraicos. João misturou aí os dois idiomas, ou seja, o grego e hebraico por esse fato. Se, acaso, o livro caísse nas mãos das autoridades romanas, que não conheciam o hebraico, não colocaria em risco seus leitores.

Nero (†67) foi o primeiro grande perseguidor dos cristãos e, na época em que foi escrito o Apocalipse (anos 90), Domiciano voltava a perseguir os cristãos com mais força e crueldade. Era “um novo Nero”..

O Ap 17,10-11 reafirma esta interpretação. Este versículo diz: "São também sete reis, dos quais cinco já caíram, um existe e o outro ainda não veio, mas quando vier deverá permanecer por pouco tempo. A Besta que existia e não existe mais é ela própria o oitavo e também um dos sete, mas caminha para a perdição".

Os reis de que trata a citação são os imperadores romanos. Considerando, cronologicamente, os imperadores a partir da vinda de Cristo, até a época da redação do livro do Apocalipse: 5 já caíram - Augusto (31aC-14dC), Tibério (14-37dC), Calígula (37-41dC), Cláudio (41-54dC) e Nero (54-68dC); 1 existe – Vespasiano (69-79dC); e 1 que durará pouco – Tito (79-81dC: só 2 anos!); a besta é o oitavo – Domiciano (81-96dC).

Ao invés de fornecer o nome da Besta, João usa uma cifra - 666 - e explica que deve ser calculada. Para totalizar 666, há uma grande quantidade de combinações. A base de onde deve se partir este cálculo é o fato de que em grego e hebraico as letras do alfabeto têm valor numérico, já que estas línguas careciam de numerais.

A opinião mais aceita entre os exegetas - com a qual concordo pessoalmente - é que João está se referindo a Nero, já que seu nome em hebraico é NRWN QSR (Nerón César), recordando que no hebraico não existem vogais.

Alfabeto Grego:

Alfa = 1;

Beta = 2;

Gama = 3;

Delta = 4;

Epsilon = 5;

Stigma = 6

Zeta = 7;

Eta = 8;

Teta = 9;

Iota = 10;

Kapa = 20;

Lamba = 30;

Mu = 40;

Nu = 50;

Xi = 60;

Omicron = 70;

Pi = 80;

Ro = 100;

Sigma = 200; T

au = 300;

Upsilon = 400;

Phi = 500

Chi = 600;

Psi = 700

Omega = 800.

Alfabeto

Hebraico:

Alef = 1;

Bet = 2;

Guimel = 3;

Dalet = 4;

He = 5;

Vau = 6;

Zayin = 7;

Chet = 8;

Tet = 9;

Yod = 10;

Kaf = 20;

Lamed = 30;

Mem = 40;

Num = 50;

Sameq = 60;

Ayin = 70;

Pe = 80;

Tsadi = 90;

Kof = 100;

Resh = 200;

Shin = 300;

Tau = 400.

letra/nome hebraica - equivalente - valor

NRWN QSR (Nerón César)

Nun - N - 50

Resh - R - 200

Waw - W - 6

Nun - N - 50

Qoph - Q - 100

Samekh - S - 60

Resh - R - 200

SOMA = ?

Não se pode deixar de considerar, porém, dois aspectos: o primeiro, é que o público alvo primário das revelações do Apocalipse eram os cristãos perseguidos e massacrados da época de Domiciano.

O imperador era Domiciano, na época de João, tido como ‘Nero Redivivo’

Por isso que João mostra que a besta reviveu (13.3).

Nesse caso, que conforto eles teriam em saber que um governante futuro e mau seria destruído pelas forças do bem ? Eles já possuíam uma besta atuando em seu derredor.

O segundo aspecto, é que a História tem os seus ciclos e não seria absurdo que uma nova besta surgisse em algum futuro indeterminado.

Domiciano. Ele espalhou pelo império imagens dele próprio para que o adorassem.

Os que o cultuavam recebiam na mão ou na testa um sinal, prática comum de algumas religiões pagãs, cujo objetivo era tornar identificável a qual deus uma determinada pessoa era adepta.

O sinal, era o nome do imperador. João apresenta o nome com o número simbólico "666".

João não escreveu claramente o nome da besta porque estava em uma situação de exílio e certamente seus escritos eram censurados. Este é um dos principais motivos, se não o principal, para que todo o seu texto tenha sido escrito em uma linguagem apocalíptica, i.e. cifrada ou codificada.

Somente os iniciados poderiam entendê-la. Sendo assim, para os seus captores, aqueles textos não passariam de mais conjunto de alucinações análogas às que alguns judeus costumavam escrever ...

Um outro motivo para João não escrever claramente o nome da besta é que a atribuição de um número, dentro da conhecida numerologia judaica, podia transmitir mais informações do que a simples menção do nome da pessoa.

Sabe-se que o número seis despertava um certo sentido de temor entre o povo da época. Era considerado um número mau, que tentara chegar sem sucesso ao sete, símbolo da perfeição.

Quando o número seis aparecia sozinho, lhe era atribuído, ruindade, desgraça e ruína.

O número seis repetido três vezes significaria um poder maligno muito forte, uma situação tão calamitosa, que não poderia haver maior.

A besta, à qual João atribuiu esse número, representava a combinação maligna do poder político com a falsa religião.

O Significado da Segunda Besta (Ap. 13:11-17)


Temos quatro elementos que nos ajudam a identificar quem é esta segunda besta

Dois chifres como os de cordeiro: indicam aparência religiosa por fora, pois que o cordeiro era um símbolo religioso.

O fato de ter somente dois chifres pode identificar um poderio limitado. O Cordeiro de Deus é descrito como tendo sete chifres.

A voz do dragão indica que ela fala com a autoridade de Satã.

Seu poder deriva-se da primeira besta.

Verifica-se, portanto, que a missão dessa segunda besta é fazer cumprir o culto à primeira besta. Isso nos leva a identificá-la com chamada "Concília Romana", que era um corpo de oficiais, sediada na Ásia Menor( Pérgamo), que tinha como missão obrigar a que todos cumprissem a religião do Estado Romano.

Essa Concília tinha como responsabilidade forjar imagens de Domiciano, erguer altares e legislar de modo a fazer com que a religião do Estado fosse adotada por todos.

Aqueles que se recusavam a seguí-la, eram perseguidos, não podendo comprar nem vender, casar, deixar herança, ou transferir propriedades.

Nenhuma dessas coisas podia ser realizada sem que o sinal do imperador fosse apresentado.

À época de Domiciano certamente não deveria ser muito fácil controlar as pessoas através de uma marca gravada na testa ou na mão. Não havia código de barras e nem computador...

Mas imagine-se que, com as tendências da tecnologia corrente é possível que no futuro, não usaremos mais dinheiro em papel, mas sim cartões de crédito ou de débito: será o dinheiro eletrônico.

Além disso, os números de telefones poderão se transformar em números pessoais, semelhantes ao que hoje acontece com os celulares.

Com um sistema desse tipo, quem não estiver habilitado, usando a marca do sistema, e em dia com suas obrigações, não poderá fazer praticamente nada. Nem comprar alimentos.

A besta apocalíptica futurista, terá muito mais facilidades tecnológicas à sua disposição para controlar as pessoas do que possuía o imperador Domiciano.

Pesquisar este blog

visão de águia

visão de águia