segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Estudo Bíblico sobre: "Quem é quem dentro da igreja de Cristo"


Referência: 3 João 1-15

INTRODUÇÃO

1. Na segunda carta João alerta sobre o perigo dos falsos mestres, aqui ele adverte sobre o perigo dos falsos líderes. Na segunda carta, os falsos mestres apelavam para o amor, mas negavam a verdade. Na terceira carta, o falso líder apela para a verdade, mas nega o amor. A segunda carta coloca o aspecto negativo da hospitalidade; a terceira carta o lado positivo da hospitalidade. Assim, as duas cartas devem ser lidas juntas para termos uma idéia equilibrada dessa prática.
2. Uma das palavras chaves desta terceira carta de João é a palavra TESTEMUNHO (v. 3,6,12). Ela significa não somente o que dizemos, mas também o que fazemos. Cada cristão é uma testemunha, seja boa ou má.
3. Esta carta fala sobre três homens: Gaio, Diótrefes e Demétrio (v. 1, 9, 12). Na igreja visível há salvos e perdidos. Há crentes genuínos e crentes falsos. Há os que amam a Deus e buscam a sua glória e aqueles que amam a si mesmos e estão interessados apenas na sua própria glória. Há gente que trabalha com Deus e para Deus na igreja e gente que trabalha contra Deus. Há trigo e joio. Há ovelhas e lobos. Onde há pessoas, há problemas e também possibilidade de resolver os problemas. Cada um de nós deve perguntar para si com honestidade: eu sou parte do problema ou a uma parte da solução do problema?
4. Vejamos o perfil desses três homens na igreja:

I. GAIO, UM ENCORAJADOR – V. 1-8

1. Um homem amado – v. 1-2
· O apóstolo João o chama de “amado” três vezes (v.1,2,5). Essa não era apenas uma maneira formal de se dirigir às pessoas. Ele era um homem especial. Era daquele tipo de gente que atraía as pessoas pela sua bondade, pelo seu amor, pelo seu testemunho, pela sua vida.

2. Um homem de vida espiritual saudável – v. 2
· Gaio não tinha riqueza nem saúde na mesma proporção que tinha uma vida espiritual abundante. É possível ser pobre e ser rico espiritualmente. É possível estar doente e ser rico espiritualmente.
· Devemos orar pela prosperidade financeira e pela saúde dos crentes. Saúde física é resultado de boa alimentação, exercício, limpeza, descanso apropriado e vida disciplinada. Saúde espiritual é o resultado de fatores similares. Devemos alimentar-nos com a Palavra (Jo 17:17), exercitar a piedade (1 Tm 4:6-7), guardar-nos limpos (2 Co 7:1) e evitar a contaminação do mundo (Tg 1:27). Ao mesmo tempo devemos descansar no Senhor (Mt 11:28-30).

3. Um homem de bom testemunho – v. 3-4
· Gaio era reconhecido como um homem que obedecia a Palavra de Deus e andava na verdade. As pessoas que iam visitar João davam um bom testemunho do exemplo de Gaio. Será que as pessoas que nos conhecem podem dar um bom testemunho a nosso respeito?
· Às vezes ficamos desconfortados quando alguém pergunta: “Fulado de tal é da sua igreja? Ou: Eu conheço um dos seus membros muito bem.”
· O que levou Gaio a dar um bom testemunho? A Verdade de Deus! A verdade estava nele e o havia capacitado a andar em obediência à vontade de Deus. Gaio leu a Palavra, meditou na Palavra, deleitou-se na Palavra e praticou a Palavra em sua vida diária. O que é a digestão para o corpo, a meditação é para a alma. Não é apenas suficiente ouvir e ler a Palavra. Precisamos digeri-la e fazê-la parte da nossa vida interior.
· Gaio andava na verdade e isso trouxe grande alegria a João (v. 4). Não havia dicotomia entre a profissão de fé e a prática. Havia correspondência entre o credo e a conduta, verdade e vida.

4. Um homem que exerce um ministério prático abençoador – v. 5-8
· Gaio era um ajudador da verdade – Ou seja, ele ajudava as pessoas a fazerem a obra de Deus. Você faz a obra com os pés, indo; com as suas mãos contribuindo; com os seus lábios falando e orando. Gaio abriu seu coração, seu bolso e seu lar para acolher os pregadores da Palavra de Deus.
· A segunda carta alerta para o perigo de exercer a hospitalidade com os falsos mestres (v. 7-11). A terceira carta alerta para a necessidade de hospedar e receber os pregadores fiéis da Palavra de Deus (v. 5-8). Gaio era um encorador não apenas para os domésticos da sua comunidade, mas também com os estrangeiros (Hb 13:2).
· Gaio não abriu apenas seu lar, mas ele também abriu seu coração e seu bolso para dar ajuda financeira aos seus hóspedes que pregavam a Palavra de Deus. Ele dava suporte financeiro para que outras pessoas fizessem a obra de Deus (1 Co 16:6; Tt 3:13). Nossa fé deve ser expressa por obras (Tg 2:14-16) e nosso amor por ajuda e não por palavras apenas (1 Jo 3:16-18).
· Qual é a motivação para essa prática de amor de Gaio? 1) Dar suporte aos servos de Deus honra a Deus (v. 6) – Nós nos assemelhamos a Deus quando nos sacrificamos a nós mesmos para servir aos outros. Devemos viver do modo digno de Deus para o seu inteiro agrado. Servir aos servos de Cristo é servir a Cristo (Mt 10:40; 25:34-40). 2) Dar suporte aos servos de Deus é um testemunho aos perdidos (v. 7) – Jesus ensinou claramente que os servos de Deus merecem suporte financeiro (Lc 10:7), mas esse suporte não dever vir dos incrédulos, mas do povo de Deus . Essa foi a atitude do pai da fé, Abraão (Gn 14:21-24). O argumento de João é que os missionários não deveriam receber dinheiro dos pagãos. 3) Dar suporte ou servir aos servos de Deus é obediência a Deus (v. 8a) – O ministério da hospitalidade e do suporte à obra de Deus não é somente um privilégio e uma oportunidade, mas uma obrigação. Paulo deixa esse ensino claro nas Escrituras (Gl 6:6-10; 1 Co 9:7-11; 2 Co 11:8-9; 12:13). Os missionários saíam para pregar em nome de Cristo e não tinham como se sustentar, daí a igreja precisava acolhê-los. 4) Dar suporte aos servos de Deus é tornar-se cooperador da verdade (v. 8b) – Gaio não somente recebeu a verdade e andou na verdade, mas ele também tornou-se cooperador para que a verdade chegasse a horizontes mais longínquos. Precisamos nos tornar aliados da verdade. Gaio tinha o coração e o bolso convertidos. Sua vida, seu lar, e seu dinheiro estavam a serviço do Reino de Deus. Nós precisamos de crentes como Gaio na igreja: gente que tem uma vida espiritual saudável, obediente à Palavra e que partilha o que eles têm para a proclamação da Palavra.

II. DIÓTREFES, UM DITADOR – V. 9-10

1. Diótrefes era amante dos holofotes – v. 10
· No caráter e na conduta, Diótrefes era inteiramente diferente de Gaio. Ele se ama mais do que aos outros. Jesus não ocupava a primazia na vida de Diótrefes. Por isso, ele não acolhida o apóstolo João. A rejeição possivelmente não era doutrinária, mas pessoal.
· Os motivos que governavam a conduta de Diótrefes não eram nem teológicos nem sociais nem eclesiásticos, mas morais. Ele estava ávido de posição e poder. Ele não tinha dado ouvidos às advertências de Jesus contra a ambição e desejo de domínio (Mc 10:42-45; 1 Pe 5:3).
· Diótrefes queria ser o centro das atenções. Ele olhava para João como um rival e não como um apóstolo de Cristo. Satanás estava trabalhando na igreja através de Diófrefes, porque ele estava operando sobre a base do orgulho e da auto-glorificação, as duas principais armas do diabo.
· O orgulho, a soberba é um pecado intolerável para Deus. Na igreja de Cristo todos estamos nivelados no mesmo patamar: somos servos. Não espaço para donos, para chefes, para buscar aplausos de homens. Diótrefes era um líder ditador. Ele impunha sua liderança pela força e pela intimidação. Sua vontade era lei. Ninguém podia ocupar o seu espaço. Cada pessoa que chegava na igreja era uma ameaça à sua liderança. Por isso, ele não dava acolhida a João.

2. Diótrefes era uma pessoa que gostava de projetar-se falando mal dos outros – v. 10a
· As palavras más e as obras más emanam do maligno. Diótrefes mentiu sobre o apóstolo João. Ele trazia falsas e vazias acusações contra João. Seu prazer era atentar contra a honra daqueles que eram ameaça ao seu orgulho e à sua posição de liderança. Ele cometia o pecado mais abominável para Deus: espalhar intriga entre os irmãos (Pv 6:16-19). A palavra proferindo significa falar absurdo. Não eram apenas ímpias, mas disparatadas. Ele lançava acusações maldosas e sem base.
· Diótrefes era como o rei Saul: em vez de se humilhar e mudar da vida, ele quer destruir aquele que Deus levantou para fazer a obra.
· Diótrefes fala mal de João pelas costas, quando João não estava presente para defender-se (v. 10 a).
· Nós precisamos ter cuidado para não dar guarida a tudo que ouvimos e lemos sobre boados espalhados contra os servos de Deus. Eles podem estar sendo espalhados por membros de igreja como Diótrefes.

3. Diótrefes era uma pessoa que influenciava negativamente os outros – v. 10b
· Ele não apenas não acolhia João, mas também não acolhia as pessoas ligadas a João e além disso, ele impedia que os outros membros da igreja acolhessem os enviados pelo apóstolo João. Sua influência é para o mal. Ele exerce a sua autoridade de forma doentia, usando a arma da intimidação. Exemplo: Saul matou 85 sacerdotes em Nobe e mandou matar os homens, as mulheres e as crianças simplesmente porque eles receberam Davi na cidade.
· Diótrefes era um líder controlador, manipulador, ditador. Ele quer controlar a vida das pessoas e impor a elas sua vontade autoritária.
· A mesma Bíblia que nos exorta a não ter comunhão com descrentes (2 Co 6:14-16), com hereges (Rm 16:16-19), nos ensina a acolher uns aos outros (3 Jo 8).

4. Diótrefes exercia a sua autoridade para punir aqueles que discordavam com ele – v. 10c
· “… e os expulsa da igreja”. Diótrefes não tinha nem autoridade nem base bíblica para expulsar as pessoas da igreja. A disciplina que ele praticava era abusiva. As pessoas eram disciplinadas não porque haviam desobecido a Palavra de Deus, mas porque haviam desobedecido uma ordem autoritária dele.
· A disciplina bíblica não é uma arma nas mãos de um ditador para proteger-se a si mesmo. A disciplina é uma ferramenta para uma congregação usar para promover a pureza e glorificar a Deus. A igreja não é uma delegacia. Ela não trata as pessoas com chibata. A disciplina deve ser exercida com amor.
· Os ditadores na igreja são perigosos. Eles julgam e condenam todos aqueles que discordam deles. Eles lutam não pela glória de Deus, mas pela projeção dos seus próprios nomes.
· Concluíndo, Diótrefes difamou a João, tratou com pouco caso os missionários e excomungou os crentes leais porque seu amor era a si próprio e ele queria ter a preeminência.

III. DEMÉTRIO, UM EXEMPLO – V. 11-15

1. Demétrio, um homem digno de ser imitado – v. 11
· Praticar o bem é dar prova de nascimento divino; praticar o mal é provar que a gente nunca viu a Deus. João questiona assim, a autenticidade da vida de Diótrefes.
· Quando um líder anda com Deus e vive de forma irrepreensível ele é digno de ser imitado (Fp 3:17; 1 Co 11:1). Ele tornou-se modelo, padrão, referencial. As pessoas estão olhando para nós. Eles estão nos copiando. Que tipo de crente estamos sendo? Estamos influenciando para o bem ou para o mal?

2. Demétrio, um homem que tem bom testemunho dentro e fora da igreja – v. 12
· Todos os membros da igreja conheciam Demétrio, amavam Demétrio e agradeciam a Deus pela sua consistente vida e ministério. Sua vida era exemplo para os membros da igreja. Os de fora da igreja também lhe davam bom testemunho. Sua vida era coerente. Sua família familiar, financeira, profissional era coerente com o seu testemunho.

3. Demétrio, um homem que tem bom testemunho da própria verdade – v. 12
· Como Gaio ele andou na verdade e obedeceu a verdade. A genuinidade cristã de Demétrio não precisava da prova dos homens; provava-se por si mesma. A verdade que ele professa estava encarnada nele. Isso não significa que era perfeito, mas significa que foram consistentes, buscando em tudo glorificar a Deus.

5. Demétrio, um homem que recebe bom testemunho também do apóstolo João – v. 12
· João encontra na igreja Gaio e Demétrio que estão prontos a acolhê-lo a despeito da oposição de Diótrefes. Era um homem que estava disposto a correr riscos para defender a verdade. Ele tinha coragem de assumir posições definidas na igreja.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

O NÚMERO DA BESTA: 666 - ISET

O Significado da Primeira Besta (Ap. 13:1-10)

A mentalidade judia afirmava que o número 7 significava a perfeição e o contato com Deus, e o que estava abaixo era imperfeito, de modo que o número 6 era sinal de imperfeição, erro.

O número 6 repetido quer dizer "perfeição da maldade" e o autor do Apocalipse identifica a besta com o 666, fala desta como de vários personagens ou de alguém que perseguia os cristãos dessa época.

É bom lembrar que o Apocalipse foi escrito no final do séc. I (95 d.C), em grego, e tinha como destinatário as comunidades cristãs da Ásia Menor (Ap 1,4; 2,1-3,22) que falavam o grego.

Nessa época, esta região estava sob o domínio do Império Romano e o Cristianismo era duramente perseguido pelo terrível imperador Domiciano (81-96 d.C). Este imperador se considerava um deus e exigia que todos os seus súditos o adorassem, o que os cristãos jamais aceitaram.

João, assim, escreve o Apocalipse. Querendo dizer quem era a Besta, sem poder falar claramente para não ser acusado de crime de "lesa majestade" (estava desterrado na ilha de Patmos). Dessa maneira o apóstolo usou a gematria, que consistia em atribuir um número formado pela soma das letras de certo alfabeto para expressar uma verdade conhecida pelos leitores.

Os povos antigos não usavam o sistema arábico (o nosso) para expressar os números, mas sim, as próprias letras do alfabeto.

Os romanos usavam apenas 7 letras( I, V, X, L...) Também os judeus e os gregos atribuíam números às letras de seus respectivos alfabetos, mas de forma muito mais ampla que os romanos, já que toda letra (grega ou hebraica) possuía um certo valor

As comunidades da Ásia Menor falavam o grego, mas conheciam os caracteres hebraicos. João misturou aí os dois idiomas, ou seja, o grego e hebraico por esse fato. Se, acaso, o livro caísse nas mãos das autoridades romanas, que não conheciam o hebraico, não colocaria em risco seus leitores.

Nero (†67) foi o primeiro grande perseguidor dos cristãos e, na época em que foi escrito o Apocalipse (anos 90), Domiciano voltava a perseguir os cristãos com mais força e crueldade. Era “um novo Nero”..

O Ap 17,10-11 reafirma esta interpretação. Este versículo diz: "São também sete reis, dos quais cinco já caíram, um existe e o outro ainda não veio, mas quando vier deverá permanecer por pouco tempo. A Besta que existia e não existe mais é ela própria o oitavo e também um dos sete, mas caminha para a perdição".

Os reis de que trata a citação são os imperadores romanos. Considerando, cronologicamente, os imperadores a partir da vinda de Cristo, até a época da redação do livro do Apocalipse: 5 já caíram - Augusto (31aC-14dC), Tibério (14-37dC), Calígula (37-41dC), Cláudio (41-54dC) e Nero (54-68dC); 1 existe – Vespasiano (69-79dC); e 1 que durará pouco – Tito (79-81dC: só 2 anos!); a besta é o oitavo – Domiciano (81-96dC).

Ao invés de fornecer o nome da Besta, João usa uma cifra - 666 - e explica que deve ser calculada. Para totalizar 666, há uma grande quantidade de combinações. A base de onde deve se partir este cálculo é o fato de que em grego e hebraico as letras do alfabeto têm valor numérico, já que estas línguas careciam de numerais.

A opinião mais aceita entre os exegetas - com a qual concordo pessoalmente - é que João está se referindo a Nero, já que seu nome em hebraico é NRWN QSR (Nerón César), recordando que no hebraico não existem vogais.

Alfabeto Grego:

Alfa = 1;

Beta = 2;

Gama = 3;

Delta = 4;

Epsilon = 5;

Stigma = 6

Zeta = 7;

Eta = 8;

Teta = 9;

Iota = 10;

Kapa = 20;

Lamba = 30;

Mu = 40;

Nu = 50;

Xi = 60;

Omicron = 70;

Pi = 80;

Ro = 100;

Sigma = 200; T

au = 300;

Upsilon = 400;

Phi = 500

Chi = 600;

Psi = 700

Omega = 800.

Alfabeto

Hebraico:

Alef = 1;

Bet = 2;

Guimel = 3;

Dalet = 4;

He = 5;

Vau = 6;

Zayin = 7;

Chet = 8;

Tet = 9;

Yod = 10;

Kaf = 20;

Lamed = 30;

Mem = 40;

Num = 50;

Sameq = 60;

Ayin = 70;

Pe = 80;

Tsadi = 90;

Kof = 100;

Resh = 200;

Shin = 300;

Tau = 400.

letra/nome hebraica - equivalente - valor

NRWN QSR (Nerón César)

Nun - N - 50

Resh - R - 200

Waw - W - 6

Nun - N - 50

Qoph - Q - 100

Samekh - S - 60

Resh - R - 200

SOMA = ?

Não se pode deixar de considerar, porém, dois aspectos: o primeiro, é que o público alvo primário das revelações do Apocalipse eram os cristãos perseguidos e massacrados da época de Domiciano.

O imperador era Domiciano, na época de João, tido como ‘Nero Redivivo’

Por isso que João mostra que a besta reviveu (13.3).

Nesse caso, que conforto eles teriam em saber que um governante futuro e mau seria destruído pelas forças do bem ? Eles já possuíam uma besta atuando em seu derredor.

O segundo aspecto, é que a História tem os seus ciclos e não seria absurdo que uma nova besta surgisse em algum futuro indeterminado.

Domiciano. Ele espalhou pelo império imagens dele próprio para que o adorassem.

Os que o cultuavam recebiam na mão ou na testa um sinal, prática comum de algumas religiões pagãs, cujo objetivo era tornar identificável a qual deus uma determinada pessoa era adepta.

O sinal, era o nome do imperador. João apresenta o nome com o número simbólico "666".

João não escreveu claramente o nome da besta porque estava em uma situação de exílio e certamente seus escritos eram censurados. Este é um dos principais motivos, se não o principal, para que todo o seu texto tenha sido escrito em uma linguagem apocalíptica, i.e. cifrada ou codificada.

Somente os iniciados poderiam entendê-la. Sendo assim, para os seus captores, aqueles textos não passariam de mais conjunto de alucinações análogas às que alguns judeus costumavam escrever ...

Um outro motivo para João não escrever claramente o nome da besta é que a atribuição de um número, dentro da conhecida numerologia judaica, podia transmitir mais informações do que a simples menção do nome da pessoa.

Sabe-se que o número seis despertava um certo sentido de temor entre o povo da época. Era considerado um número mau, que tentara chegar sem sucesso ao sete, símbolo da perfeição.

Quando o número seis aparecia sozinho, lhe era atribuído, ruindade, desgraça e ruína.

O número seis repetido três vezes significaria um poder maligno muito forte, uma situação tão calamitosa, que não poderia haver maior.

A besta, à qual João atribuiu esse número, representava a combinação maligna do poder político com a falsa religião.

O Significado da Segunda Besta (Ap. 13:11-17)


Temos quatro elementos que nos ajudam a identificar quem é esta segunda besta

Dois chifres como os de cordeiro: indicam aparência religiosa por fora, pois que o cordeiro era um símbolo religioso.

O fato de ter somente dois chifres pode identificar um poderio limitado. O Cordeiro de Deus é descrito como tendo sete chifres.

A voz do dragão indica que ela fala com a autoridade de Satã.

Seu poder deriva-se da primeira besta.

Verifica-se, portanto, que a missão dessa segunda besta é fazer cumprir o culto à primeira besta. Isso nos leva a identificá-la com chamada "Concília Romana", que era um corpo de oficiais, sediada na Ásia Menor( Pérgamo), que tinha como missão obrigar a que todos cumprissem a religião do Estado Romano.

Essa Concília tinha como responsabilidade forjar imagens de Domiciano, erguer altares e legislar de modo a fazer com que a religião do Estado fosse adotada por todos.

Aqueles que se recusavam a seguí-la, eram perseguidos, não podendo comprar nem vender, casar, deixar herança, ou transferir propriedades.

Nenhuma dessas coisas podia ser realizada sem que o sinal do imperador fosse apresentado.

À época de Domiciano certamente não deveria ser muito fácil controlar as pessoas através de uma marca gravada na testa ou na mão. Não havia código de barras e nem computador...

Mas imagine-se que, com as tendências da tecnologia corrente é possível que no futuro, não usaremos mais dinheiro em papel, mas sim cartões de crédito ou de débito: será o dinheiro eletrônico.

Além disso, os números de telefones poderão se transformar em números pessoais, semelhantes ao que hoje acontece com os celulares.

Com um sistema desse tipo, quem não estiver habilitado, usando a marca do sistema, e em dia com suas obrigações, não poderá fazer praticamente nada. Nem comprar alimentos.

A besta apocalíptica futurista, terá muito mais facilidades tecnológicas à sua disposição para controlar as pessoas do que possuía o imperador Domiciano.

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